Populares acusam PMs de ação truculenta em Capim Grosso; comando diz que vai investigar
Uma ação policial que ocorreu na tarde do último sábado, 29 de agosto, na cidade de Capim Grosso, causou muita repercussão na população que se mostrou indignada, devido à forma abrupta que alguns policiais segundo os moradores, agiram. Em um vídeo divulgado pelos familiares nas redes sociais (clique AQUI para ver o vídeo), a mãe de um dos jovens relata aterrorizada o que aconteceu, em um certo momento a mesma questiona o que vai fazer, pois o filho estava traumatizado e que não queria mais morar na cidade.
De acordo com o relato divulgado nas redes sociais por um primo dos jovens que passaram por essa situação, os policiais em busca de algum suspeito adentraram na primeira residência que acharam aberta. Ainda segundo o mesmo, a operação policial era para extrair uma informação do paradeiro de alguém, chegaram com um nome e queriam extrair essa informação de qualquer jeito, de modo totalmente desumano e ilegal.
Texto publicado nas redes sociais:
Acabou de acontecer aqui na minha rua, na casa da minha prima uma ação policial totalmente contraventora e racista. Em busca de algum suspeito adentraram na primeira residência que acharam aberta, a mesma tinha alguns homens rebocando um parede e bebendo, outro na cozinha almoçando, outro deitado no sofá da sala e a mãe na área de serviço fazendo tarefas domésticas, cotidiano normal de uma família brasileira periférica.
A polícia que deveria cuidar e proteger o cidadão INVADE as casas dos pobres periféricos como se fosse um terra sem lei. Invadiram, arrastaram todos pra área, fizeram o famoso “baculejo”, cortaram as sandálias das pessoas, levaram celulares, fotografaram os rostos, cortaram os cabelos, enforcaram todos com uma mangueira ali encontrada, 30 minutos de choro, desmaios e gritos.
INVADIRAM e TORTURAM, tortura, essa é a palavra correta. A operação policial era para extrair uma informação do paradeiro de alguém, chegaram com um nome e queriam extrair essa informação de qualquer jeito, de modo totalmente desumano e ilegal. Esse é o modo como a polícia Militar e Rondesp operam, sem inteligência, sem respeito às leis, sem respeito aos direitos humanos, apenas com brutalidade, violência e violação de direitos.
Meu primo de 21 anos o mais retinto do grupo foi o mais pressionado e torturado fisicamente e psicologicamente, nesse momento ainda continua chorando num crise pós trauma.
A mãe se pergunta “Eles sempre cismam com X.”
Vocês sabem porque eles sempre estão de olho nele? Eu sei, e todos devem saber. Por que ele é negro e retinto. Esse é o aparelhamento racista da polícia militar baiana e brasileira, são treinados para farejar e matar gente preta. Poderia ser eu ou qualquer preto que você conhece, o racismo no Brasil tem cor, e ela é preta.
Logo após a grande repercussão do caso, a assessoria de comunicação da 91ª CIPM, emitiram uma nota de repúdio devido a atitude dos policiais. Veja a nota na íntegra:
Como integrante da assessoria de comunicação da 91 CIPM/CAPIM GROSSO, em nome do Comandante, Sr. Maj PM BERENILSON, trazemos a tona todo nosso repúdio a ações violentas e ilegais. A unidade é destaque em proteção ao cidadão, independentemente de cor, raça, classe social, sexo, religião, etc. O certo é que se essa postagem for, de fato, verídica, a apuração terá o rigor necessário. Por isso, o Comandante da unidade coloca o número do Disk Denúncia à disposição (74) 99971-5770 e amanhã estará à disposição na sede da 91CIPM para tratar do assunto, buscar apurar os fatos e promover justiça.
Redação FR Notícias