Radioagência faz 21: uma história construída por muitas mãos
Mais de 70 profissionais fizeram parte da Radioagência Nacional em seus 21 anos de existência. Jornalistas e produtores com a missão de checar dados, adaptar conteúdos para web, produzir podcasts, titular e empacotar notícias, buscando sempre rapidez, clareza e relevância.

Hoje, a equipe da Radioagência está distribuída em três praças da Empresa Brasil de Comunicação, a EBC: Brasília, onde se concentra a maior parte dos profissionais, São Paulo e Rio de Janeiro.
Registro histórico
Entre os 17 jornalistas que compõem a Radioagência atualmente, Sumaia Villela é a veterana. Está na equipe desde 2019. Mas antes disso, quando ainda era repórter, já enxergava os benefícios da parceria entre o radiojornalismo e a reportagem com a capacidade de distribuição da Radioagência.
“Quando eu era repórter do radiojornalismo, o meu conteúdo ia para o jornal, eu entrava ao vivo na programação, né? Às vezes entrava gravado, mas ia para as ondas do rádio e se perdia depois. E se perdia no ar. E a Radioagência amplifica e eterniza esse conteúdo. Ela torna o jornalismo um registro histórico.”
Capilaridade do veículo
Colega de equipe, Eliane Gonçalves, da praça de São Paulo, concorda:
“É um trabalho que para mim sempre foi muito importante, o trabalho da Radioagência, e falo isso agora não apenas como sendo a única editora da Radioagência em São Paulo, mas mesmo quando eu era repórter da Rádio Nacional, Porque entrando na Radioagência, não entra apenas na internet, né? Você vai para outras emissoras de rádio, né? Então, eh são reportagens que depois vão para rádio Canção Nova, por exemplo, que tem uma grande audiência aqui em São Paulo. Vai para rádio comunitária lá de Paraisópolis, né? Que é uma das maiores comunidades aqui de São Paulo, enfim, então, para mim era bastante importante, continua sendo bastante importante, é muito estratégico aqui para a presença da comunicação pública em São Paulo.”
Apesar de estar no centro de grande parte das notícias, Eliane considera que ainda é um desafio levar o conteúdo ao público de São Paulo.
“Olha, eu acho que quando se fala em São Paulo é um desafio para EBC como um todo, né? É o estado mais populoso, a cidade mais populosa, enfim, onde tem o PIB nacional e a gente tem uma dificuldade muito grande de entrar aqui em todos os veículos EBC. E aí é que eu acho que a Radioagência Nacional é a grande oportunidade, porque assim, a gente não tinha nem a Rádio Nacional aqui há pouco tempo atrás, no dial dos aparelhos de São Paulo. Ela entrou muito recentemente na banda estendida, no 87.1. Então, a Radioagência era justamente a forma que a produção da Rádio Nacional chegava, via outras emissoras de rádio, ao público de São Paulo, que é de fato um estado importante.”
Trabalho integrado
Para Akemi Nitahara, jornalista da Radioagência Nacional no Rio de Janeiro, ter a equipe dividida em praças torna o convívio mais distante, mas permite uma dedicação especial às matérias regionais.
“Eu sempre procuro, dou prioridade para matérias do Rio de Janeiro, que são as matérias que eu posso entender um pouco melhor o contexto, né? E qualquer erro assim também, algum probleminha que tiver, a gente conversa diretamente com as repórteres, com a chefia do radiojornalismo aqui no Rio. Então isso é muito bacana, essa integração com a equipe do radiojornalismo, né? A gente perde um pouco o contato com a chefia e com as demais colegas, mas hoje em dia, né, com WhatsApp, com outros mecanismos virtuais, a gente interage sempre que necessário.”
As três jornalistas concordam que a Radioagência Nacional tem a missão de condensar conteúdos radiofônicos e traduzi-los para outros formatos, como a internet. Sumaia Villela conta que além de editar, faz parte do trabalho da equipe reforçar coberturas especiais e de grande relevância para o público.
“A gente acompanha o que está acontecendo, faz as vezes de repórter e usa o conteúdo da Agência Brasil para nos auxiliar para que a gente possa publicar o conteúdo na Radioagência com mais agilidade para que as emissoras possam usar mais rapidamente o nosso conteúdo. Um exemplo que eu que eu acho que pode ser citado é da cobertura do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro. Nós tivemos um fluxo muito bom de conteúdo saindo de uma forma rápida, porque nós editores acompanhamos o julgamento e com auxílio do conteúdo da Agência Brasil, que tinha repórteres em loco, nós fizemos adaptações para o rádio e conseguimos cumprir o nosso objetivo, que era dar celeridade às notícias do julgamento diante do enorme interesse público que existia na ocasião, né?”
Conteúdo gratuito
Ao longo dos últimos 21 anos, a Radioagência Nacional se consolidou como referência em jornalismo de áudio, distribuindo conteúdo gratuito e de qualidade para rádios comerciais, comunitárias, universitárias e públicas. Cada matéria, cada podcast e cada reportagem produzidos refletem o trabalho de uma equipe que enfrenta desafios de distância geográfica e de integração, mas mantém o compromisso com informação ágil, clara e confiável.
“E eu acho também que a gente pode se orgulhar da missão que a Radioagência cumpre no país. O rádio, ele é um veículo extremamente popular ainda. Ele é necessário, presente principalmente no interior do país. É uma forma de consumo de notícia também que se encaixa no cotidiano das pessoas que precisam estar sempre em movimento, trabalhando, cuidando de suas casas, das famílias, né? É um veículo que permite consumir informação ao mesmo tempo em que se pratica outras atividades. Isso é muito importante, principalmente para classe trabalhadora. Acho que a gente precisa se orgulhar bastante disso.”
*Com produção de Patrícia Serrão.
5:42 Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/