MCs, breaking e slams: Hip-Hop entra no currículo escolar

O Hip-Hop, gênero musical de influências afro-americanas, afro-caribenhas e latinas, vai se tornar um instrumento para combater a desigualdade na aprendizagem.

A iniciativa, que será implementada por meio do Programa Escola Nacional de Hip-Hop, foi divulgada em uma transmissão ao vivo, nesta quinta-feira (11), pelo Ministério da Educação. 

Durante o encontro virtual, foram apresentadas orientações sobre como aderir ao programa e colocá-lo em prática nas redes de ensino. O webinário incluiu também uma demonstração do sistema de adesão, além de um espaço para esclarecer dúvidas dos participantes.

A Escola Nacional de Hip-Hop faz parte da Política Nacional de Equidade e Educação para as Relações Étnico-Raciais e também da educação escolar quilombola. O programa prevê investimento de R$ 50 milhões até 2027. O prazo para adesão vai até o final deste mês, exclusivamente pelo Sistema de Monitoramento, Execução e Controle, o Simec.

A proposta da Escola Nacional de Hip-Hop é levar para o ambiente escolar saberes urbanos, periféricos e da cultura negra, com atividades ligadas à música, à dança, ao grafite, às batalhas de rima e à formação cultural. O coordenador-Geral de Equidade Educacional do MEC, Caio Callegari, destaca que a cultura é um aliado valioso na busca por igualdade.

“Garantir o enfrentamento das desigualdades raciais. Esse é um dos principais marcadores de desafio da educação brasileira. Quando a gente olha para o Plano Nacional de Educação, essa é a pedra de toque, o eixo central do plano nacional: promover equidade. Esse é um programa que vem completar parte do mosaico de políticas públicas que temos construído, de maneira a apoiar educadores em todas as etapas de ensino, da creche ao ensino médio, em todos os territórios brasileiros.

Entre as ações previstas estão: trilhas formativas voltadas à carreira de MCs, práticas de breaking olímpico, slams estudantis e batalhas de rima, além de atividades de grafite e experiências pedagógicas com o hip-hop na educação infantil.

 

O programa atua em três frentes principais na educação básica: o fortalecimento da identidade e da representatividade dos estudantes; a integração de novos saberes e perspectivas ao currículo; e a melhoria do ambiente escolar, com ações culturais que também podem ajudar a reduzir o uso excessivo de celulares nos intervalos.

3:02 Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/

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